Carta do Gestor
O Papai Noel Mercado foi bom com o Brasil em dezembro
Olá,
A partir de agora a nossa Carta do Gestor vem em um formato mais dinâmico. Primeiro, um texto introdutório mostrando como foram os mercados no mês. Depois, um vídeo de uma conversa minha com o Kiki, comentando todos os resultados dos nossos fundos.
Assim, fica muito mais fácil de acompanhar os resultados do mês. Concorda?
Leia abaixo:
Como foram os mercados em dezembro
O último mês do ano reforçou a crença de que o Papai Noel é brasileiro, ficando marcado pela alta na bolsa acompanhada e baixa no dólar. O clima foi de constante otimismo e as pequenas incertezas vistas ao longo do mês foram encobertas pelo massivo fluxo de entrada de capital no mercado.
Na política doméstica, o mês, como de costume foi menos agitado, os maiores embates ficaram por conta das vacinas de Covid e das novas medidas sanitárias e sociais que os governos têm tomado a fim de reduzir o impacto da segunda onda do vírus. Neste campo, mantêm-se o atrito entre o Presidente da República e alguns governadores, com destaque para o governador de São Paulo, João Dória. Enquanto isso, apesar do recesso político, o mercado vê com bons olhos as aprovações das reformas, projetando algumas ainda para o começo do ano de 2021.
No exterior a atenção vai para o novo pacote de estímulos aprovado no congresso americano no valor de 920 bilhões de dólares, o montante deve ser destinado majoritariamente ao consumo e depende apenas da aprovação do Presidente Donald Trump, que já mostra conformismo com a derrota eleitoral e certa aceitação ao processo de transição. Além disso iniciou-se mundo afora a vacinação da população pertencente ao grupo de risco, com foco para o Reino Unido que tem mostrado maior vigor na imunização neste início.
Olhando as bolsas mundiais o cenário foi também de altas: o S&P 500 fechou o mês com alta de 2,56%, a bolsa Nasdaq acumulou retorno de 4,32% e o MSCI World (índice que mede a valorização das principais bolsas do mundo) surpreendeu com alta de 3,11%. Neste mesmo cenário o ouro (medido pelo contrato futuro da B3, OZ1D) subiu 4,46%.
Voltando aos números brasileiros, o índice Bovespa acumulou alta de 9,30%. Um grande fluxo de capital estrangeiro também contribuiu para a alta da bolsa brasileira, além disso os investidores locais também demonstram maior otimismo com as vacinas e reformas, impactando positivamente o índice. A projeção do PIB também foi ajustada no último Boletim Focus, passando de -4,40% para -4,36% em 2020, mas com redução para 2021 de 3,49% para 3,40%.
Na renda fixa a projeção do IPCA para 2020 também foi ajustada de 4,39%% a 4,38%, para 2021 a mudança foi de 3,34% para 3,32%. O IMA-B por sua vez rendeu 4,85% no mês, ao mesmo tempo que o índice CDI-JGP (índice criado pela gestora JGP para acompanhar o crédito privado) retornou 0,33% em dezembro.
A Carteira Vitreo fechou o mês novamente em alta, entregando um retorno de 4,08% no mês e fechando o ano com 11,25%. O bom desempenho foi resultado de uma combinação das alocações em fundos de renda variável e fundos de criptomoedas, os quais estes últimos ganharam protagonismo ao longo do ano e as criptomoedas avançam para suas máximas históricas. A carteira continuou aumentando progressivamente sua exposição em bolsa e proteções, além de incluir um fundo do tipo PIPE (Private Investment in Public Equities) em seu portfólio.
Um abraço,
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