Carta do Gestor

Esperança ou alívio temporário?

George Wachsmann

1 ago 2022, 8:00 (Atualizado em 1 ago 2022, 8:00)

Em um mês marcado por altas de juros tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, os ativos de risco tiveram bom desempenho, de modo geral. Além das principais Bolsas terem subido, os criptoativos voltaram a ter resultados positivos.

Com isso, os destaques do mês ficaram para os fundos de ações, no Brasil e no exterior, entre eles o Microcap Alert, o MAM, o WB90 e o Energia Limpa. Também se recuperaram os fundos de cripto.

No lado oposto, o Tech Asia teve desempenho negativo em linha com o mercado da região, assim como o Vitreo Carbono.

Essa é nossa Carta do Gestor. Nela, você encontra um resumo dos mercados durante o mês e uma breve análise sobre o resultado de cada um dos nossos fundos. Os fundos estão divididos por grupos. No início de cada seção você encontrará uma tabela com os resultados de todos os fundos.

Lembre-se que, por uma regra da CVM, só podemos falar sobre o resultado dos fundos que tenham mais de 6 meses de histórico.

Como foram os mercados em Julho

Em meio a inflação e incertezas sobre a possibilidade de recessão em países desenvolvidos, julho foi marcado por aumento de juros tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

O Banco Central americano elevou a taxa de juros em 0,75% para o patamar de 2,25% a 2,5% ao ano. Após a quarta alta consecutiva, o FED deixou claro que entende que novos ajustes são apropriados, mas informou que a magnitude dos mesmos dependeria de dados econômicos. Já na Europa, o BCE elevou os juros em 0,5% na sua primeira alta desde 2011.

Além disso, em relação ao conflito no Leste Europeu, a Rússia fechou um acordo para que a Ucrânia volte a exportar grãos, o que pode ajudar a aliviar em parte a inflação global. Por outro lado, os russos reduziram o volume de gás enviado para os países europeus após o Nord Stream 1 ser fechado para manutenção prevista.

No mês, os ativos de risco tiveram resultados positivos, no geral. O Ibovespa teve alta de 4,69%, ficando em -1,58% no ano. Já nas Bolsas mundiais, o S&P 500, o Nasdaq 100 e o MSCI World apresentaram desempenho de 9,11%, 12,55% e 7,8%, respectivamente, em suas moedas originais. No ano, os índices estão com retorno de -13,34%, -20,66% e -15,02%, respectivamente.

Tanto o Dólar quanto o Euro se enfraqueceram frente ao Real. A moeda americana se desvalorizou 0,99% e a europeia, 3,47%. Por sua vez, o ouro ficou em -3,4% em julho. As criptomoedas começaram a esboçar boa recuperação. Em Dólar, o Bitcoin subiu 20,32%, ficando -48,59% no ano, enquanto o Ethereum se valorizou 61,85%, permanecendo negativo em 2022 (-53,09%).

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Como foram os nossos fundos

Você já deve saber, mas não custa lembrar. Só podemos comentar sobre a performance dos fundos que têm mais de 6 meses de histórico.

Fundos de Fundos Multigestores | Família SuperPrevidência

FoF SuperPrevidência e o FoF SuperPrevidência 2 fecharam o mês em alta de 2,46% e 2,41%, respectivamente. No ano o FoF SuperPrevidência ainda apresenta queda de -1,37% e o FoF SuperPrevidência 2 de -1,54%. Os grandes destaques das carteiras ficaram com os fundos de previdência voltados para a Renda Variável, como o Núcleo Prev 100 FICFIA (9,56%) e Moat Icatu Prev II FICFIA (8,97%). Grande parte dos fundos de ações acabaram se beneficiando do alívio dos ativos de Renda Variável, tanto local, quanto global. O reflexo deste movimento pode ser observado também pela alta de ETFs, como SMALL11 (5,18%) e SPXI11 (8,63%). A recuperação de ativos de risco também foi observada nos criptoativos, com desempenho positivo do CRPT11, que iniciou o segundo semestre com alta de 32,66%. Os fundos de crédito de um modo geral continuaram a entregar retornos acima do índice de referência, com destaque para o Sparta Previdência FIFE D60 FIRF CP (1,14%) e Capitânia Credprevidência FIRF CP (1,07%). De modo geral, as alocações em fundos multimercados também contribuíram para o bom desempenho dos FoFs, com destaque para o Canvas Vector Qualificado F2 FICFIM Prev (4,78%), que extraiu ganhos da queda do índice VIX e do fechamento de spreads de créditos. Por outro lado, fundos que estavam tomados nos juros de países desenvolvidos sofreram no mês, como observado no Ibiuna Previdência FIFE FIM, que teve queda de -0,98%.

FoF Prev Conservador subiu 0,71% no mês e sobe 6,69% no acumulado do ano. O mês de julho foi novamente favorável ao mercado de crédito privado high grade, ainda que os cenários local e internacional apresentem desafios. Em contrapartida, os títulos atrelados à inflação, representados pelo Kad Ima-B FIFE FIM e Empiricus Inflação Curta FIRF, atuaram como detratores do fundo. Os ativos de crédito privado da carteira superaram o CDI no período (1,03%), com destaque para os fundos Sparta Previdência FIFE D60 FIRF CP (1,14%) e Icatu Vanguarda Inflação Curta FIRF CP (1,12%).

Como consequência do clima mais otimista dos mercados em julho, os fundos previdenciários com foco em ações fecharam o período com ganhos de 6,32%, para o FoF SP Ações, e 3,51%, para o FoF Prev Arrojado, enquanto no ano retornos são de -11,50% e -8,62%, respectivamente. A diferença na rentabilidade entre os fundos é justificada pela queda de -2,15% na parcela que aloca em títulos atrelados à inflação com prazos de vencimentos mais longos, que corresponde a 30% do portfólio do FoF Prev Arrojado. Da parcela de Renda Variável comum a ambos os FoFs, os principais destaques vão para os fundos Núcleo Prev 100 FICFIA com (9,56%) e Velt Prev FF FICFIA (8,60%). O time da Núcleo e da Velt apresentam posições em nomes como Hapvida (HAPV3) e Equatorial (EQTL3), papeis que valorizaram 12,61% e 8,63% respectivamente.

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Fundos de Fundos Multigestores | Familia Melhores Fundos

FoF Melhores fundos fechou o mês com uma alta de 1,97% e, no acumulado do ano, 1,25%, com contribuições importantes derivadas das alocações em Renda Variável e Criptoativos. O grande destaque foi, sem dúvidas, a alocação em Bolsa. Entre os fundos Long only, o ATMR II FICFIA (9,23%) e Moat Capital FICFIA (9,17%) foram as maiores contribuições de performance. Considerando os ativos locais, o time da Atmos carrega há bastante tempo posições em ativos como Localiza (RENT3), MRV (MRVE3) e Soma (SOMA3), papeis que apresentaram recuperação no mês de julho. Os fundos Long Biased capturaram parcialmente a alta da Bolsa, com alguns fundos adotando uma postura mais neutra, como no caso do Dahlia Total Return FICFIM, que obteve retorno de 2,68% no mês. Em Renda Fixa, as NTN-Bs longas impactaram negativamente o fundo, enquanto os fundos de crédito foram melhores que os CDI, com destaque para o fundo Augme 180 FIC FIM CP (1,31%), que registrou ganhos pela marcação a mercado dos ativos dentro do book trading e do carrego das posições ilíquidas. Após um primeiro semestre em forte queda, o mês de julho foi de alívio para os Criptoativos, que reagiram com a recuperação dos ativos de risco tradicionais e o entusiasmo em torno da tão aguardada atualização da rede Ethereum, conhecida como “The Merge”. Dentro dos ativos presentes no portfólio, destaque para o ETF CRPT11, que subiu 32,66% em julho. Os fundos Multimercados apresentaram desempenhos mistos, e aqueles que carregaram posições tomadas em países desenvolvidos foram impactados negativamente, como no caso do Ibiúna Hedge STH FICFIM (-2,06%) e SPX Raptor (-3,39%). O time da Verde (1,51%) também amargou perdas nesta posição, mas conseguiu compensar com ganhos no book de Renda Variável, classe que teve aumento de risco ao longo do mês de julho. Outro destaque positivo foi o fundo Kinea Atlas II FIM (1,57%), que, ao contrário dos fundos citados anteriormente, obteve ganhos relevantes nas posições aplicadas em juros americanos.

FoF MF Ações encerrou o mês com uma alta expressiva de 5,71%, mas ainda acumula no ano uma queda de -9,72%. Os principais destaques da carteira foram os fundos Neo Future FICFIA (10,41%), Moat Capital FICFIA (9,17%) e IP Participações IPG FICFIA BDR (9,03%). Os demais fundos da carteira tiveram desempenhos positivos no mês. O fundo da Neo apresentou uma recuperação no mês de julho, após um segundo trimestre de fortes correções para as principais posições do fundo. Das sete posições, apenas Alpargatas sofreu redução dentro do portfólio. A gestora avalia que as demais posições não apresentaram comprometimento das vantagens competitivas, dado o cenário atual. GPS (GGPS3) continua como a maior posição da carteira e apresentou um retorno de 17,63% no período.

FoF MF Multimercado teve um desempenho 0,85% no mês e 9,78% no acumulado do ano. Os destaques positivos ficaram com os fundos Canvas Vector FIC FIM (4,11%), Kapitalo VTR Zeta FIC FIM (3,22%) e RPS Total Return D30 FIC FIM (2,32%). O fundo da Canvas obteve um ganho proveniente da recuperação nos preços de determinados ativos, como Renda Variável, Crédito e Juros de países desenvolvidos. Já o fundo RPS Total Return apresenta uma carteira com pouca exposição direcional, que conseguiu extrair uma rentabilidade positiva no book de Alpha Brasil, posições de juros aplicadas em EUA e de inclinação na curva de juros na Europa. No lado negativo, os fundos Ibiuna Hedge STH FICFIM e VTR SR FICFIM CP IE (SPX Raptor) apresentaram quedas de -2,06% e -3,39%, respectivamente. O Ibiuna Hedge STH teve como principal destaque negativo o livro de juros, derivado das posições tomadas em países desenvolvidos e em inflação implícita local. O time da SPX também registrou perdas também das posições tomadas no mercado internacional, além das perdas derivadas das posições vendidas em Renda Variável americana e brasileira.

FoF MF Retorno Absoluto encerrou o mês de julho com alta de 1,71% e 14,37% no ano. Mais uma vez o Vista Multiestratégia D60 FICFIM figura como a maior contribuição de performance, com um resultado positivo de 10,58% no mês. O gestor João Landau ainda permanece na tese de Commodities e vê os ativos domésticos de Renda Variável a preços muito atrativos, sendo o Brasil um dos principais países emergentes considerando o cenário atual. Do lado negativo, posições tomadas em juros internacionais impactaram negativamente fundos como o VTR SR IE FICFIM (SPX Raptor) e Canvas Enduro Edge V FICFIM, que apresentaram perdas de -3,39% e -0,23% respectivamente.

FoF MF Novas Ideias, fechou o mês com um retorno de 0,66% e 3,59%, no acumulado do ano. A maior atribuição de performance do fundo foi proveniente das posições de Renda Variável como Encore Long bias FICFIM, com um rendimento de 8,14%, e o fundo Alpha Key FICFIA, com uma rentabilidade positiva de 8,55%. O fundo Encore Long bias FICFIM, nesse mês acabou reduzindo a exposição ao setor de Commodities dado o cenário da economia chinesa, zerou as posições em Gerdau (GGBR4), Suzano (SUZB3) e Vale (VALE3) e não alterou a posição em petróleo, que soma 20% da exposição do fundo. As posições do fundo Alpha Key FICFIA nos setores de vestuário, logística, mineração e saúde foram as maiores detratoras de performance no mês e as contribuições positivas vieram dos shorts, sendo o maior destaque a posição vendida em S&P. Na ponta negativa, aparecem os multimercados Mar Absoluto FICFIM (-1,63%) e Ace Capital FICFIM (-1,22%). Ambos tiveram perdas nas estratégias de Renda Fixa, principalmente das posições tomadas em juros curtos nos EUA. As posições vendidas em Bolsa também contribuíram negativamente, dado o alívio dos ativos no mês de julho.

FoF MF Global fechou o mês com uma rentabilidade de 2,60%, depois de um primeiro semestre difícil para os ativos globais. No ano, o fundo ainda amarga uma queda de -18,97%. Os destaques positivos da carteira ficam com o Schroders International Selection Fund Global High Yield com 5,32% (em dólar), seguido do Man GLG Strategic Bonds, que subiu 2,33% em dólar. A parcela alocada em Renda Variável foi um gerador de ganhos para o fundo, bem como a alocação no ETF Ishares Diversified Commodity Swap, que possui posições em petróleo, alumínio, níquel e gás natural. Em contrapartida, a alocação em ouro atuou como detrator de performance.

FoF MF Global Equities fechou o mês com uma rentabilidade de 5,91%; no ano a rentabilidade acumulada é de -31,71%. O principal destaque ficou com o Morgan Stanley US Advantage Fund, registrando ganhos de 14,11% em Dólar derivado das posições em empresas de tecnologia, como a empresa de armazenamento em nuvem Snowflakes (SNOW), e de semicondutores ASML Holding (ASML). Já na parcela focada no mercado asiático, o Morgan Stanley Asia Opportunity Fund fechou o mês com uma leve alta de 0,68% em dólar, mais concentrado em papéis de construção, instituições financeiras e em consumo.

FoF MF Blend fechou o mês de julho com uma alta de 2,03% e queda de -1,47% no acumulado do ano, com a parcela alocada em ativos globais e ativos domésticos apresentando contribuições positivas para o fundo.

FoF ESG Carbono fechou o mês com uma alta de 6,94% e -11,61%, no acumulado do mês. O maior destaque da carteira foram os fundos Constellation Compounders ESG FICFIA, com uma alta de 10,52%, e JGP ESG Institucional FICFIA com 8,76%. Todos os fundos da carteira encerraram o período em patamares positivos, favorecido principalmente pela Bolsa local, que corresponde à maior parcela de alocação do fundo. A parcela internacional, diferente dos meses anteriores, também contribuiu positivamente e obteve alta de 7,67%, representado pela posição no fundo Schroder Sustentabilidade Ações Globais IE FICFIA.

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Multiestratégias

Carteira Universa teve rentabilidade de 1,40% no mês de julho, mas ainda acumula queda de –11,73% no ano. A carteira do fundo hoje está composta por 50% em Renda fixa, 38,50% em Ações brasileiras com posições estratégicas, -14% pelo book de “Ideias”, que é composto, em sua maior parte, por posições vendidas no S&P 500 e em ações locais, de caráter mais tático, além de 12% em Moedas, 6,60% pelo book de “Proventos”, composto por Fundos Imobiliários, 4,90% em Metais e 2% em ações no mercado internacional. O destaque positivo para o mês foi o book de Ações, que subiu 7,77% e contribuiu com 3% para a performance do fundo, tendo nas ações de Petrobras (PETR4), 22,27%, e Oncoclínicas (ONCO3), 17,32%, as principais colaborações. Em contrapartida, o maior impacto negativo veio das posições vendidas em Renda Variável, que compõem o book de “Ideias”, que onerou o fundo em –1,68%. Entre estas posições vendidas, a maior participação é em S&P 500, que subiu 9,11% em Dólar no período, e cuja posição é montada através dos ETFs IVVB11 e SPXI11, listados na Bolsa brasileira. As alterações no período se deram por uma realocação no book de Proventos, com a troca do FII BTG Pactual Logística (BTLG11) pelo FII Kinea Securities (KNSC11), além de alterações marginais nos pesos dos outros FIIs que já compunham a carteira. Nas posições em ações, fizemos duas alterações, a zeragem da posição comprada em Hapvida (HAPV3) no book de Ações e uma nova posição vendida em Rede D’Or (RDOR3) no book de Ideias. Já no book de Moedas, tivemos um aumento na exposição ao dólar (DOLF), de 8% para 11% do PL.

Carteira Universa Prev rendeu 2,38% em julho, e no acumulado do ano ainda cai –9,51%. A performance superior ao fundo principal se deu pela ausência, em sua carteira, das posições vendidas em Renda Variável, do book de Ideias. No fundo prev, foram feitas as mesmas alterações do Carteira Universa, com exceção da posição vendida em Rede D’Or (RDOR3).

PRP fechou o mês de julho com alta de 2,07%. No ano o fundo ainda acumula queda de –10,99%. No mês de junho foi comunicada a descontinuação do relatório do PRP e a migração deste para o Carteira Empiricus. Em consequência disso, será incorporado pelo Fundo Carteira Universa, que é inspirado nas recomendações da Carteira Empiricus. Desde então, o fundo passa pela adequação de sua carteira ao novo relatório. Adequação esta que está praticamente completa, faltando apenas o book de Proventos, que vai demandar um tempo maior pela falta de liquidez dos ativos que a compõem.

Renda Extra em julho surpreendeu e fechou o mês com valorização acumulada de 1,43%. No ano o fundo já acumula alta de 2,18%. O resultado positivo é fruto do mês mais calmo no ambiente político, o que permitiu que tanto a curva de juros quanto a Bolsa local se recuperassem um pouco após um longo período de quedas. O mês foi marcado pela expectativa do que parece ser o fim do aperto monetário, com o BACEN já sinalizando o fim das altas na taxa de juros nas próximas reuniões. O destaque de ganho na carteira vai para o book de ações e dentro dele destacamos as ações de Petrobras (PETR4) e M. Dias Branco (MDIA3) que subiram 22,27% e 19,35%, respectivamente.

Money Rider Hedge Fund também superou nossas expectativas e mesmo com uma carteira bem mais defensiva – composta por alocações vendidas, caixa e ativos focados em renda – apresentou uma valorização de 3,80%. Todos os books comprados apresentaram bons desempenhos, mas o destaque foi realmente o de Commodities, que na semana passada engatou uma valorização forte. Dentro desse book alguns dos ativos que se destacaram foram Vermilion Energy (VET) e United States Steel (X), que subiram 29,96% e 28,87%, respectivamente. No ano, o fundo acumula perda de -16,46%.

Em julho o Universa Rider Blend teve um retorno de 2,10%, acumulando no ano -10,81% de rentabilidade.

AWP, que investe em cotas do fundo All Weather Portfolio da BridgeWater, fechou o mês com uma alta expressiva de 8,86% e -20,43% no acumulado do ano. Uma das maiores altas registradas desde seu início, e o primeiro retorno mensal positivo no ano.

Essencial Moderado encerrou o mês com uma alta de 3,20% e -7,32% no acumulado do ano. De modo geral, os destaques positivos foram equivalentes aos do Essencial Arrojado (Vitreo Criptomoedas, MAM, FoF Tech) e, do lado negativo, apenas o Vitreo Inflação Longa (-2,15%) atuou como detrator de performance.

Com uma rentabilidade próxima do seu irmão de menor volatilidade, o Essencial Arrojado fechou o mês em alta de 3,01% e -11,06% no ano. O destaque positivo fica para as posições com maior risco, como Vitreo Criptomoedas (21,69%), MAM (12,39%) e Vitreo FoF Tech (9,03%). Já no lado negativo, encontram-se os fundos Vitreo Inflação Longa (-2,15%), Vitreo Ouro (-3,61%) e Vitreo Prata (-1,72%), o que justifica parte da diferença de rentabilidade entre os essenciais.

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Renda Variável | Local

Oportunidades de Uma Vida encerrou o mês de julho com alta de 5,80%, enquanto seu índice de referência, o Ibovespa, subiu 4,69%. No acumulado do ano o fundo ainda cai –7,75%. Dentre os destaques positivos estão Petrobras (PETR4), que divulgou resultados positivos e anunciou dividendos recordes, além das ações de empresas ligadas ao varejo, Lojas Marisa (AMAR3) e Iguatemi (IGTI11). Entre as poucas ações que performaram negativamente na carteira está Vale (VALE3), que divulgou números operacionais considerados fracos referentes ao segundo trimestre.

Microcap Alert teve um mês positivo em julho, com alta de 10,50%, mais que o dobro do Índice de Small Caps, que rendeu 5,16%. No acumulado do ano o fundo ainda está com –22,36%. Neste período de retomada das Bolsas as empresas deste segmento acabam se valorizando mais do que a média do mercado, por conta das melhoras nas expectativas em relação ao crescimento. Os destaques positivos de rentabilidade ficaram por conta de Ambipar (AMBP3) e GPS Participações (GGPS3). Enquanto o único ativo que compõe a carteira que teve performance negativa no mês foi a ação de 3R Petroleum (RRRP3).

MAB fechou o mês de julho com performance positiva de 3,83%, enquanto o Índice Bovespa teve rentabilidade de 4,69%. No ano o fundo ainda acumula rentabilidade negativa de –11,90%. A performance se deu pela alocação em empresas que performaram, embora positivamente no mês, abaixo do Ibovespa, como Cosan (CSAN3), 2,58%, e BTG Pactual (BPAC11), 0,99%. O destaque do lado positivo foi Petrobrás (PETR4), 22,27%, que divulgou bons resultados e anunciou distribuição de dividendos recorde. Já do lado negativo, as ações de Vale (VALE3), -8,90%, que divulgou dados operacionais relativos ao segundo trimestre considerados fracos. Não houve alteração de nomes na carteira, mas houve redução da posição de Hapvida (HAPV3) para aumento das posições de Alupar (ALUP11) e Cosan (CSAN3), que passou a ser, ao lado de Vale (VALE3), a maior posição do fundo, com 12% do PL.

Dividendos teve uma performance positiva no mês de julho, com 5,80%, acumulando 6,84% no ano, enquanto o Índice Bovespa teve rentabilidade de 4,69% e –1,58% nestes períodos. A maior contribuição positiva veio das ações de Petrobrás (PETR4), 22,27% no mês. Outras ações que tiveram impacto positivo importante foram Hypera (HYPE3) e BB Seguridade (BBSE3), que subiram 11,96% e 11,67% no mês, respectivamente. Somente 2 ações da carteira tiveram rentabilidade negativa no período, são elas: Vale (VALE3), -8,90%, e Telefônica (VIVT3), -4,65%.

Special Situations fechou o mês de julho com retorno positivo de 6,95%, enquanto seu índice de referência, o Índice Bovespa, ficou com 4,69%. No ano o fundo está negativo em –13,88%. O fundo será incorporado pelo Microcap Alert, que segue o relatório de mesmo nome. Sendo assim, a carteira deste fundo está sendo adequada a este relatório. Esta adaptação acabou por ser um pouco mais morosa por conta da liquidez dos papéis que o compõem.

Long Biased teve uma performance positiva em julho, com 7,61%, enquanto no acumulado do ano está com -0,17%. O grande destaque positivo ficou por conta de Hypera (HYPE3), que é a maior posição do fundo, com 20% do seu PL, e subiu aproximadamente 12% no mês, sendo que grande parte deste movimento se deu nos últimos dias, após a divulgação de um sólido resultado referente ao segundo trimestre. Outro destaque foram as ações de Lojas Marisa (AMAR3). Do lado negativo, somente as ações de Qualicorp (QUAL3) tiveram impacto importante, após uma série de cortes de recomendação por parte dos analistas. A única alteração feita na carteira foi a compra de ações da BRF (BRFS3).

Deep Value fechou o mês de julho com performance de 3,17%. No ano a rentabilidade acumulada é de –2%. O fundo tem como objetivo de investimento as empresas de valor que negociam com múltiplos descontados, buscando forte retorno da economia tradicional. Os destaques positivos ficaram com as ações de Petrobras (PETR3 e PETR4), que divulgou resultados positivos e anunciou dividendos recordes, além de Gerdau (GGBR4). Já do lado negativo, ficaram as ações de Vale (VALE3), que divulgou números operacionais considerados fracos referentes ao segundo trimestre.

Vitreo Ibovespa Index fechou o mês de julho com uma rentabilidade positiva de 4,65% e no ano acumula queda –1,01%. Em um mês de recuperação parcial, após o mês de junho, em que o índice teve o pior desempenho mensal depois do início da pandemia (mar/2020), 70% das ações que o compõem tiveram performance positiva. Os principais destaques ficaram por conta das ações de Petrobras (PETR4 e PETR3), empresa que divulgou bons resultados e anunciou distribuição de dividendos recorde. Também contribuíram positivamente as ações de Ambev (ABEV3) e Itaú Unibanco (ITUB4). Do outro lado, a maior contribuição negativa veio das ações de Vale (VALE3), que divulgou dados operacionais relativos ao segundo trimestre considerados fracos.

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Renda Variável | Exterior

MAM, que agora segue a carteira do relatório MRHF Ações Dinâmico, surfou na alta dos ativos no exterior. E justamente por focar apenas na parte de ações do seu primo mais velho, o Money Rider Hedge Fund, o resultado foi excepcional, acumulando valorização de 12,38% no último mês. No ano o fundo ainda acumula queda de –22,43%.

WB90, teve um mês de recuperação subindo 9,74%, levemente acima do índice S&P, que subiu 9,09% em Reais, porém com revés diante da ação da Berkshire, que subiu 10% em Reais. Nesse mês não fizemos alterações no portfólio. Os destaques de queda foram Paramount (C1BS34), Kraft Heinz (KHCB34), caindo respectivamente, -4,26% e –3,52%. Os destaques de alta foram RH (RH), Floor & Decor Holdings (FND) e Amazon (AMZO34), subindo, respectivamente, 31,52%, 27,85% e 26,94%. Principal efeito da alta de Amazon no fim do mês foi a divulgação do seu resultado do Q2 acima da expectativa fazendo com que a ação subisse mais de 10% no último pregão de julho.

Franklin W-ESG, por ter uma carteira altamente diversificada, normalmente reflete o mercado internacional de forma abrangente. Neste mês não foi diferente e o fundo acumulou alta de 6,29%. Dentro da carteira do fundo as principais altas foram de United Rentals (U1RI34) e Nucor Corp (N1UE34), que subiram 27,86% e 24,32%, respectivamente, no período. No ano, o fundo ainda cai –23,44%.

Emerging Markets fechou o mês com queda de –0,70%. O movimento foi influenciado principalmente pelas incertezas no mercado chinês (ver mais detalhes na seção “Temáticos | Commodities”). Os ativos da carteira que mais caíram em julho foram as chinesas Pinduoduo (P1DD34) e Alibaba (BABA34), que desvalorizaram -26,79% e –25,11%, respectivamente. Aqui cabe a visão que talvez o Brasil seja a única alternativa de investimento dentre os países emergentes, neste momento. Enquanto China, Rússia, Argentina e África do Sul sofrem com inflação e questões geopolíticas específicas, o Brasil já apresenta queda na inflação e uma Bolsa bastante descontada, tornando o cenário ideal para o direcionamento do fluxo de capital estrangeiro. No ano, o fundo acumula queda de –18,74%.

Exponencial, valorizou 16,67% este mês com a forte alta nas ações da XP que se aproveitaram do cenário local otimista e da estabilização nos juros, o que é bastante positivo para a Bolsa brasileira e consequentemente para a corretora. No ano o fundo rende – 30,30%. O Exponencial Light, a versão “diluída” para investidores gerais, rendeu 3,56% em julho e no ano acumula –0,09%.

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Temáticos | Tech

O mês de julho causou surpresa para o mercado de tecnologia mundial, que teve uma boa recuperação após as duras quedas dos meses anteriores. O Nasdaq Composite (índice bastante concentrado em empresas americanas de tecnologia) teve uma alta no mês de 12,45% em Reais, o maior ganho mensal desde abril de 2020 e a melhor performance no mês de julho da história do índice. O resultado positivo, entretanto, foi concentrado nas empresas que já são lucrativas e dependem menos de crédito, que será cada vez mais escasso com a subida nos juros globais.

Tech Select seguiu o mercado americano e valorizou 13,89% em julho. O resultado é proveniente de um movimento acertado de nossa parte em aumentar, no portfólio, o peso de empresas lucrativas e líderes de setor. Olhando para a carteira, os destaques de performance vão para as ações de Advanced Micro Devices (AMD) e Nvidia (NVDA) que subiram 26,03% e 22,50%, respectivamente. No ano o fundo acumula queda de -31,53%.

Tech Brasil, acompanhando o tom positivo do setor de tecnologia ocidental, subiu 14,88% no mês de julho, mais de três vezes seu índice de referência, o Ibovespa, que no período teve 4,69% de rentabilidade. No entanto, pelo primeiro semestre difícil para o setor, o fundo ainda acumula –39,72% no ano. A carteira do fundo teve apenas uma ação cuja performance no mês foi negativa, que foi Meliuz (CASH3), que caiu aproximadamente 3,00%. Dentre os ativos que mais contribuíram para a performance positiva estão Mercado Livre (MELI US), 26,57% em Reais, Positivo (POSI3), 23,60%, e o ETF BTG Pactual Tech Brasil (TECB11), 16,45%, que é a maior posição do fundo, com 12,25% do PL.

Tech Asia não conseguiu escapar da queda no mercado chinês e, mesmo com a concentração da carteira em Bluechips, caiu –6,83% em julho. As principais quedas na carteira foram de Alibaba (BABA34) e Tencent (700) que desvalorizaram –25,11% e –15,55%, respectivamente, no mês. No ano, o fundo acumula –30,16% de queda.

Tech Games, em geral, teve um comportamento bem semelhante ao do Tech Select, apesar da exposição do portfólio à Ásia ter reduzido os ganhos. Mesmo assim, o fundo rendeu 6,87% em julho, empurrado pelas altas de Advanced Micro Devices (AMD) de 26,03% e Nvidia (NVDA) de 22,50%. No ano, o fundo ainda acumula queda de –33,53%.

Blockchain Ações fechou julho com rentabilidade de 16,82%, superando em mais de 4% o Nasdaq Composite. Isso se dá pelo bom desempenho das criptomoedas, que voltaram a subir pela primeira vez no ano. Os destaques positivos da carteira foram MicroStrategy que subiu 64,68% (M2ST34) e para a Riot (RIOT) que subiu 68,48% no mesmo período. No ano, o fundo acumula um resultado de -39,38%.

Biotech em julho subiu 1,99%. O resultado, apesar de positivo, reflete o desempenho do setor bem abaixo de outros de tecnologia, o que pode ser explicado em boa parte pelos resultados ruins neste último trimestre. Em nossa carteira, a ação que mais chama atenção é a de Codexis (CDXS), que caiu –38,47% no período, uma posição que reduzimos bastante no portfólio ao longo dos últimos meses. No ano, o fundo acumula queda de –19,82%.

MoneyBets subiu 12,39% em julho. A performance fez parte do movimento de recuperação, principalmente da Bolsa americana, que mencionei anteriormente, e ajudou a reduzir as perdas do fundo no ano para –33,64%. Os destaques na carteira, este mês, vão para First Solar (FSLR) e Advanced Micro Devices (AMD), que subiram 42,01% e 25,15%, respectivamente.

FoF Tech entregou uma rentabilidade positiva de 9,03%. Com exceção do fundo Vitreo Tech Ásia (-6,83%), que sofreu junto com o mercado chinês, as outras posições contribuíram positivamente para o retorno positivo do fundo. Os destaques ficam para os fundos Blockchain Ações (16,82%), Tech Brasil (14,88%), Tech Select (13,89%).

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Temáticos | Cannabis

Canabidiol finalmente teve um mês de trégua após um longo período de forte desvalorização do setor de Cannabis como um todo, terminando julho com alta de 6,87%. A queda que vimos ao longo do ano reflete, além da alta nos juros americanos, a demora no avanço da pauta de legalização, no mundo e principalmente nos Estados Unidos, que a esse ponto já deveria ter a liberação em caráter federal, de acordo com previsões de três anos atrás. Na carteira do fundo este mês as ações tiveram um desempenho bem próximo, mas com algumas exceções como Cresco Labs Inc (CRLBF) que subiu 27,97% após o resultado das votações dos novos membros do conselho. No ano o fundo ainda cai –58,39%.

Cannabis Ativo (versão para o público geral) encerrou o mês de julho com rentabilidade 7,15% e acumula –55,81% no ano.

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Temáticos | Cripto

Apesar de estarmos vivendo novamente um inverno cripto, o mês de julho, por enquanto, foi o melhor do ano para essa classe de ativos. Tivemos muitas novidades em diversos projetos, principalmente em Ethereum, e em diversos setores, com destaque em DeFi. Todavia, olhando para o curto prazo, acreditamos que pode haver mais quedas pela frente, uma vez que as questões macroeconômicas ainda pressionam o mercado para ativos de risco, como um todo, e jogam contra, principalmente, o mercado de criptoativos. Resta a questão de quanto o mercado já precificou o que vem pela frente e quanto os ativos de risco já estão descontados.

Criptomoedas, nossa carteira principal, encerrou julho com alta de 21,70%, mas ainda acumula queda de -57,26% no ano. Por sua vez, o Coin Cripto (versão para público geral) fechou com rentabilidade de 26,84% e um acumula -52,80% no ano. A alta foi ocasionada pelo entusiasmo em torno da atualização da rede Ethereum, evento mais conhecido como “The Merge”, que pode ser considerado como o principal acontecimento do ano no mercado de criptoativos. A notícia que impactou o mercado foi um rumor de que a data para a conclusão da última fase de testes antes da atualização, mais conhecida como “Goerli”, seria entre os dias 6 e 12 de agosto, e em 19 de setembro ocorreria de fato a tão esperada atualização da rede, que por sua vez, consiste em uma troca do sistema antigo de validação de transações da Ethereum para um sistema já utilizado no mercado por outras blockchains. O Bitcoin chegou a valorizar aproximadamente 19,2% e percorreu a casa dos 24.500 dólares, todavia ainda apresenta uma rentabilidade acumulada no ano de -50,72%. Por sua vez, o Ether valorizou aproximadamente 59,45% e percorreu a casa dos 1750 dólares, mas ainda conta com um acumulado de -55% de rentabilidade no ano.

Cripto Metals Blend encerrou o mês com alta de 0,79% e acumula queda de -21,29%, no ano. Julho não foi um bom mês para o setor de commodities, a parcela em Ouro desvalorizou -4,30% e a em Cobre desvalorizou -1,51%. Parte da rentabilidade do fundo pode ser creditada ao impacto cambial, que além de afetar as criptomoedas, impactou todos os preços de commodities. A boa performance da alocação em Criptomoedas (18,2%) conseguiu compensar a queda das commodities e segurar a rentabilidade do fundo.

Cripto DeFi fechou junho com performance de 37,98% e um acumulado de -60,57% no ano. O Coin DeFi (versão para público geral), subiu 56,05% no mês, mas ainda cai –52,18% no ano. Destaque positivo para Uniswap (UNI) e Yearn Finance (YFI) que subiram 86% e 91%, respectivamente, em julho. Vale lembrar que com a redução de liquidez do mercado, principalmente com as vendas dos investidores institucionais, esse setor sofreu bastante, todavia os protocolos continuaram robustos e isso corrobora nossa tese de que os protocolos que sobreviverem sairão mais fortes desse período negativo.

Cripto NFT subiu 11,72% no mês e acumula queda de -75,63% no ano. Já o Coin NFT (versão para o público geral) subiu 23,92% e ainda acumula queda de -67,86% no ano. O ativo com melhor performance no mês foi o token AXS, do game Axie Infinity, com alta de 29,5%. O mês foi marcado pela realização de um teste no metaverso dos Bored Apes com alguns detentores dos NFTs da coleção. Apesar do teste ter sido concluído com sucesso, o mercado de NFTs ainda está em desenvolvimento, e a valorização desses ativos se explica muito mais pela correlação com o movimento de preço do Bitcoin.

O Cripto Smart encerrou o mês com alta de 38,20% e acumula queda de -72,42% no ano. Por sua vez, o Coin Smart (versão para o público geral) subiu 30,40% e ainda cai -57,19% no ano. Além do Ethereum, como citado anteriormente, o destaque positivo foi Polygon (MATIC), com alta de 97,3% no mês. A Polygon anunciou uma solução de melhoria de validação de transações compatível com a rede Ethereum, e, além disso, ela foi anunciada como uma das participantes do programa de incentivo de aceleração da Disney, o que claramente impactou o preço do token.

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Temáticos | Commodities

Julho foi um mês de bastante volatilidade para o mercado de commodities em geral, com o avanço de alguns eventos que acompanhamos desde o início do ano, como a guerra da Ucrânia e instabilidades na economia chinesa. No assunto guerra no Leste europeu, a principal novidade foi o acordo entre os dois países sobre a abertura dos portos ucranianos para a exportação de alimentos, o que levará ao aumento na oferta de grãos (e impactou fortemente o preço das commodities agrícolas para baixo). O índice de preço de cereais, por exemplo, caiu -11,5% no mês. Sobre China, durante julho o país asiático reforçou os sinais de uma possível recessão no mercado imobiliário, com um número cada vez maior de incorporadoras flertando com o calote de suas dívidas. Apesar de parecer um problema localizado, pode ser o estopim da primeira correção do crescimento chinês em quase 30 anos. O sinal de alerta para o crescimento econômico mundial impactou diretamente algumas commodities, com destaque para os metais industriais que caíram mais de -2% no período, de acordo com o índice S&P GSCI Industrials Metals.

Vitreo Ouro terminou o mês com queda de -3,61%. A desvalorização, a princípio, parece um movimento bem mais técnico do que fundamentalista, uma vez que em um momento de alta inflação no mundo, o ouro deve ser uma proteção clássica de portfólios. De qualquer forma, em primeiros momentos de crises é normal que o metal sofra com a venda generalizada de ativos. No ano, o fundo acumula –11,63% de rentabilidade.

Vitreo Prata fechou julho com –1,72% de performance. O resultado está em linha com o movimento de desvalorização de metais industriais que descrevi na introdução desta seção. No ano, o fundo acumula uma queda de -21,15%.

Vitreo Cobre teve uma performance negativa de –2,36% em julho. Aqui não há novidades e o movimento também seguiu a desvalorização dos metais industriais. No ano, o fundo acumula queda de –24,43%.

Vitreo Urânio em julho rendeu 15,20%. A performance do fundo corrobora com nosso otimismo em relação ao metal, que vejo como indispensável para o desenvolvimento sustentável das nações nas próximas décadas. No acumulado do ano, o fundo apresenta uma performance de -13,22%.

Vitreo Petróleo fechou o mês com uma alta de 5,80% e acumula alta de 24,86%, no ano. A primeira quinzena do mês pressionou os preços de petróleo, devido aos temores de recessão econômica global e pelas medidas contra a Covid na China. As cotações do petróleo reagiram na reta final de julho, à medida em que preocupações sobre a apertada oferta da commodity e lucros recordes de gigantes globais como Exxon, Chevron e Shell foram vetores que favoreceram o ativo. No mercado local, a Petrobrás anunciou a decisão de distribuir mais de R$ 80 bilhões em dividendos, o maior já anunciado pela estatal em meio à pressão do governo por antecipação de dividendos para ajudar a bancar os auxílios emergenciais.

Vitreo Carbono em julho apresentou uma rentabilidade de -16,54%. A liquidez reduzida dos futuros de crédito de carbono ainda afeta bastante a volatilidade destes ativos, algo que deve mudar com a atenção cada vez maior do mercado para a pauta, e que consequentemente deve estabilizar os preços. No ano, o fundo apresenta um retorno de -16,36%.

Vitreo Energia Limpa subiu 16,86% em julho. A alta no setor pode ser atribuída, em boa parte, à especulação do mercado sobre a possibilidade da criação de um pacote de estímulos a empresas que utilizarem matrizes energéticas renováveis. Dentro do fundo, os destaques foram First Solar (FSLR), que subiu 40,56%, e a Enphase Energy (ENPH), que também subiu 41,03% no mês. No ano, o fundo acumula um retorno de -6,44%.

Vitreo Água este mês alcançou uma rentabilidade de 11,49%. A alta do setor está conectada com o mercado de energia limpa e os estímulos do Governo americano que citei no parágrafo acima. Mas, neste caso, uma parte dos benefícios já saíram do papel, com o presidente Joe Biden colocando mais de U$ 50 bilhões em projetos ligados à água. No mês, os ativos que mais se destacaram na carteira foram Xylem (XYL), que subiu 14,05%, e Evoqua Water Technologies (AQUA), que subiu 13,29%. No ano, o fundo acumula queda de -21,84%.

Vitreo Agro fechou julho com uma importante alta de 2,31%. A performance no mês mostra que, mesmo com a queda das commodities agrícolas, as empresas continuam operando com boas margens de lucro e baixos índices de alavancagem para o histórico do setor, uma resultante dos últimos meses excepcionais do mercado. Além disso, ficamos felizes em ter acertado o movimento de redução de commodities e aumento de equities, que executamos algumas semanas atrás. No ano, o fundo acumula alta de 0,80%.

FoF Commodities também encerrou o mês com uma rentabilidade positiva de 2,79%, combinando um portfólio que apresentou desempenhos mistos. As posições de destaque ficaram com os fundos Vitreo Energia Limpa (16,86%), Vitreo Urânio (15,20%) e Vitreo Água (11,49%), enquanto do lado negativo os fundos Vitreo Carbono (-16,54%), Vitreo Ouro (-3,61%) e Vitreo Cobre (-2,36%) foram os maiores detratores.

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Renda Fixa, Imobiliário & Câmbio

O último mês começou apontando para uma “tempestade perfeita” de eventos trágicos para a política e economia doméstica, com a Câmara de Deputados aprovando a PEC “Kamikaze” – pacote de benefícios sociais às vésperas das eleições, que pode custar até R$ 41,25 bilhões aos cofres públicos – e os dados de inflação americanos vindo cada vez mais fortes. Logo em seguida, porém, a maré de pessimismo virou e, junto com o cenário mais calmo em Brasília mencionado anteriormente, a melhora dos dados de inflação nacionais trouxeram alívio nos juros curtos e principalmente no câmbio, na segunda quinzena de julho.

Vitreo Selic Simples subiu 1,03% no mês de julho, acumulando, no ano, o equivalente a 102% do CDI. O fundo se mantém como líder de sua categoria.

Vitreo Dólar foi naturalmente impactado pelo cenário doméstico mais tranquilo no mês de julho, rendendo -0,77%. No ano o fundo acumula queda de -7,15%.

Vitreo Moedas Life, assim como o Vitreo Dólar, sofreu com a valorização do real. Em julho, as moedas que compõem o fundo tiveram o seguinte desempenho: O Franco Suíço caiu -1,21%, o Euro caiu -4,05%, a Libra Esterlina caiu -1,65% e o Iene foi destaque positivo, subindo 0,19% frente ao Real. Neste cenário, o fundo rendeu -2,61% no mês e totaliza -4,32% no ano.

Vitreo Inflação Longa fechou julho com queda de -2,15%. Diferentemente dos juros de curto prazo, os juros longos ainda demonstram uma resistência maior em aceitar alguma melhora na situação do Brasil, o que certamente será superado se mantida a relativa estabilidade que vimos nas últimas duas semanas. No ano, o fundo acumula -2,06% de rentabilidade.

Vitreo RF Ativo fechou julho positivo em 0,93%. A performance do mês mostra mais um acerto em nossas posições táticas defensivas, que servem para preservar os ganhos enquanto nosso cenário de fechamento da curva de juros não se realiza. A carteira em 2022 apresenta um resultado sólido para um ano especialmente difícil para os juros e a inflação, acumulando alta de 6,33%.

Bonds USD fechou julho com alta de 0,75%; a desvalorização do Dólar no mês acabou prejudicando a performance do fundo, porém, os resultados positivos dos bonds brasileiros foram suficientes para superar o câmbio. No ano, o acumulado é de -10,05%. Já a versão para investidor geral, o Bonds USD Light fechou julho em -0,61% e no ano acumula -7,08%.

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As informações apresentadas são de caráter meramente informativo, não constituindo e nem devendo ser interpretadas como análise, oferta ou recomendação de qualquer investimento ou sugestão por parte da Vitreo. Os ativos apresentados podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base nas suas característica e objetivos pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. Recomendamos que você conheça as características e riscos dos ativos e mercados antes de investir. Lembrando que retornos passados não garantem retornos futuros e não há nenhuma garantia de retorno. As rentabilidades apresentadas não são líquidas de impostos. A aplicação em fundos de investimento não conta com a garantia do FGC, de qualquer mecanismo de seguros ou dos prestadores de serviço do fundo. Para consultar informações e riscos do seu investimento, acesse www.empiricusinvestimentos.com.br.

Um abraço,

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