Carta do Gestor

Retomada ou juros?

George Wachsmann

1 jul 2021, 8:00 (Atualizado em 1 jul 2021, 8:00)

Novamente um mês de retomada econômica nos EUA, apesar das preocupações sobre a inflação, que balançaram os mercados no meio do mês. Destaque para o Brasil, com forte alta na bolsa, chegando novamente a atingir patamares recordes. Neste cenário nossos fundos locais, com risco local renderam bem, com destaque para o Oportunidades de Uma Vida e o Long Biased. Os fundos globais acabaram sofrendo bastante dado a forte queda do dólar no mês, com destaque negativo para os fundos de criptomoedas.

Essa é nossa Carta do Gestor. Nela, você encontra um resumo dos mercados durante o mês e uma breve análise sobre o resultado de cada um dos nossos fundos. No final da carta, você encontra uma tabela com os resultados de todos os fundos.

Lembre-se que, por uma regra da CVM, só podemos falar sobre o resultado dos fundos que tenham mais de seis meses de histórico.

Como foram os mercados em junho

O mês de junho foi positivo para o mercado no Brasil e, além dos resultados positivos na Bolsa (alta de 0,46% no Ibovespa e de 1,29% nas Small Caps), o dólar comercial rompeu a barreira dos R$ 5 pela primeira vez desde 10/06/2020, tendo desvalorização de 4,89% no mês. O real também se fortaleceu frente ao Euro, que caiu 7,95%.

Já as Bolsas americanas chegaram a bater recordes em sua pontuação, sendo que o Nasdaq 100 apresentou alta de 6,34% e o S&P 500 subiu 2,22%. O MSCI World teve valorização de 1,4%.

Em território brasileiro, uma das notícias que animou o mercado foi a ata do Copom, que, após elevar a Selic em 0,75% para 4,25%, indicou fará o que for preciso para atingir a meta de inflação. Em prévia divulgada no último dia 25, o IPCA do mês ficou projetado em 0,83%, alta de 0,39% em relação a maio. Com isso, o indicador está totalizando 4,13% no ano e 8,13% em 12 meses.

Além disso, o Governo apresentou a nova etapa da reforma tributária, que movimentou a Bolsa brasileira principalmente pelas alterações propostas na tributação de investimentos, como a taxação dos dividendos e dos proventos pagos por fundos imobiliários. A reforma administrativa segue andando a passos lentos.

Um dos temas que voltou à discussão no país é a possibilidade de uma crise hídrica. O Brasil vive o pior regime de chuvas em 90 anos e existe a preocupação que algumas das principais hidrelétricas fiquem vazias, o que pode gerar a ativação das termelétricas de emergência. Com grande possibilidade do aumento da conta de luz, a questão a ser acompanhada é se haverá a necessidade de um racionamento ou se pode haver um blackout.

Nos bastidores da política, o mês ainda foi marcado pela troca do Ministro do Meio Ambiente, saindo Ricardo Salles e entrando Joaquim Álvaro Pereira Leite, que já fazia parte do ministério. Também o ministro do STF, Gilmar Mendes, declarou que Sergio Moro é suspeito em mais dois casos contra Lula.

Em junho, o país ainda ultrapassou a marca de 500 mil mortes por Covid e houve protestos tanto pró como contra o Governo Bolsonaro. A CPI da Pandemia segue com depoimentos e surgiu a suspeita de que houve crimes no contrato da compra da vacina indiana Covaxin.

No mesmo dia da decisão do Copom, o Fed anunciou que irá manter a taxa de juros entre 0% e 0,25% e, ao mesmo tempo, elevou sua projeção de inflação (Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal – PCE) para este ano em 1%, saindo de 2,4% para 3,4%. Ainda assim, o discurso segue que a pressão inflacionária é transitória, mantendo a projeção de longo prazo para 2% ao ano. Também houve a sinalização de que os juros podem voltar a subir a partir de 2023.

Em âmbito global, principalmente os países desenvolvidos seguem avançando na vacinação. A Índia continua sendo o país mais afetado pela Covid. Durante encontro do G7, os ministros das principais economias do mundo anunciaram a intenção de adotar um imposto empresarial global mínimo de 15%.

Como foram os nossos fundos

Você já deve saber, mas não custa lembrar. Só podemos comentar sobre a performance dos fundos que têm mais de seis meses de histórico.

FoF

FoF SuperPrevidência e o FoF SuperPrevidência 2 encerraram o mês em alta de 0,33% e 0,31%. Acumulam um retorno no primeiro semestre de 2021 de 2,97% e 2,98%, respectivamente. Das estratégias presentes no portfólio, a de renda variável teve o melhor desempenho da carteira, com destaque para o Bogari Value Q FIFE FIA, que não só teve um bom desempenho no mês, como acumula um retorno de 21,18% no semestre.

Atribuições positivas também foram observadas para todas as estratégias de fundos multimercados (trading, carregamento e sistemático) e de renda fixa local.

Do lado dos detratores, apesar do bom desempenho também na Bolsa americana, alcançando máximas históricas no S&P500 e Nasdaq100, o retorno da alocação no ETF SPXI11 foi um dos detratores da carteira, decorrente da exposição cambial do ativo. Esse mesmo comportamento foi observado na alocação em renda fixa global, realizado por meio do fundo Pimco Income Dólar FICFIM IE, que obteve resultado positivo em sua versão hedgeada, mas atuou como um detrator da carteira no mês.

A alocação em ouro foi o principal detrator da carteira, que sofreu uma das piores quedas mensais dos últimos anos. Além deste, os criptoativos continuaram a recuar em junho, derivado principalmente das medidas restritivas adotadas pela China sobre as criptomoedas.

No mês, as movimentações anunciadas em maio foram finalizadas. O fundo Athena Icatu FIA Previdenciário FIFE deu lugar ao fundo Moat Icatu Prev II FICFIA, versão previdenciária do principal fundo da casa, que é comandada por Luiz Aranha e Cassio Bruno.

FoF Prev Arrojado apresentou alta de 1,22% (3,89% no semestre), enquanto seu irmão 100% ações, o FoF SuperPrevidência Ações, entregou alta de 1,10% (6,82% no semestre). A única mudança pendente é a redução percentual no fundo Oceana Long Biased Prev FICFIM, dado o prazo de resgate do fundo, que permitirá realizar o restante das alocações.

FoF Prev Conservador fechou o mês com retorno positivo de 0,30%, e encerra o semestre com retorno de 1,74% (o CDI no período foi de 1,27%). Ao contrário do mês anterior, o fundo Icatu Vanguarda Inflação Curta IMA-B foi um detrator da carteira, que teve como destaque o Capitânia Multiprev Master FIRF CrPr.

FoF Melhores Fundos terminou o mês em alta de 0,46%, com grande contribuição da estratégia em renda variável, com destaque para a posição no fundo Trígono Flagship Small Caps FICFIA, que entregou uma rentabilidade de 5,76%, e acumula um retorno de 55,03% no semestre. Os grandes detratores do mês são análogos aos abordados anteriormente no FoF SuperPrevidência e FoF SuperPrevidência 2, com as alocações em dólar, ouro e criptoativos contribuindo negativamente para o portfólio.

O FoF Melhores Fundos Ações fechou o mês com resultado 2,16% positivo e entrega 10,51% no semestre. Assim como nas versões previdenciárias voltadas para Bolsa, a carteira sofreu diversas alterações, a fim de tomar uma exposição mais direcional à Bolsa. A maioria das mudanças foram implementadas, atendendo o prazo de cotização de cada fundo que compõe o portfólio, restando apenas uma modificação a ser realizada no mês de Julho, com redução da posição no VTR Oceana Long Biased FICFIA para alocação no Navi Fender FICFIA.

FoF Melhores Fundos Mutimercados fechou junho com resultado 0,26% positivo e 1,30% no ano. Todas as estratégias tiveram contribuição positiva no mês (carregamento, trading e sistemáticos), com o pior desempenho da carteira derivado do fundo Pandhora Feeder FICFIM, que sofreu principalemente pela estratégia Long&Short decorrente do processo de troca de papeis setorial.

FoF Melhores Fundos Global fechou junho negativo, com retorno -3,19% e mantém uma alta de 0,52% no ano de 2021. Junho novamente foi impactado pelo recuo do dólar frente à moeda nacional. Já a versão FoF Melhores Fundos Blend teve um retorno negativo, com -0,20% de queda no mês e um acumulado de 3,66% no ano. O fundo está 80% alocado no mercado nacional resultando na boa performance e 20% no mercado global.

FoF Best Ideas encerrou o mês com um resultado de 0,49% no mês e 2,46% no ano, e encontra-se fechado para captação. A incorporação deste no FoF Retorno Absoluto ocorrerá em agosto, e a carteira teve a inclusão do VTR Miles Acer Long Bias FICFIM, a fim ampliar a similaridade entre os fundos.

FoF ESG encerrou junho com um retorno de 1,24%, e com 4,04% no ano. A recuperação do Constellation Compounders ESG FIA foi o principal destaque do mês, seguido pelo JGP ESG Institucional.

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Multiestratégias

Carteira Universa teve um retorno de 0,36% no mês, acumulando 4,42% no ano. Em junho, tivemos um cenário tipicamente brasileiro, permeado por incertezas políticas e muita volatilidade derivados das expectativas sobre a reforma tributária, que num primeiro momento, pareceu não atender às expectativas do mercado. Contudo, isso não impediu o fundo de superar o seu benchmark. No mês, fizemos alguns ajustes em nossa carteira, encerrando a nossa posição em Lojas Americanas e Neogrid, mas isso não mudou nossas expectativas em relação ao varejo e ao setor de tecnologia, e por isso, aumentamos nossa exposição à tese do Grupo SBF, controlador das lojas Centauro, e também inserimos as ações da InfraCommerce ao book de ideias. Também fizemos alguns ajustes pontuais ao reduzirmos os pesos das alocações em Banco Pan, Jereissati e Gerdau e aumentarmos as alocações em Cosan e Direcional Engenharia. Por fim, optamos por inserir as ações da Petrobras ao book de ações, e reduzir a exposição aos metais preciosos e moedas, vendendo parcialmente as posições em ouro e em libra, iene, franco-suíço e euro em relação ao real, e ainda no book de moedas, substituímos o ETF de criptomoedas HASH11 pelo QBTC11, que foi adquirido via oferta pública.

A partir das mudanças, encerramos o mês aumentando a nossa alocação em renda fixa para 26,4%, reduzimos as commodities para 2,4% as moedas para 2,6%, mantivemos os fundos imobiliários em 7,6%, os ativos internacionais em 16% e aumentamos as ações brasileiras para 45%.

O Carteira Universa Prev rendeu 0,27% em junho, acumulando rentabilidade de 3,16% no ano. No fundo previdenciário, fizemos as mesmas alterações do Carteira Universa, e seguimos apenas com a adaptação de iShares Core US Reit, que tem forte correlação e volatilidade similar quando comparado ao ativo original da Vanguard.

Money Rider Hedge Fund segue sofrendo com o movimento de correção em suas teses, aliados e sendo duramente impactado pela apreciação do real frente ao dólar. Em junho, o fundo rendeu -3,55, e no ano o fundo segue positivo e acima do seu benchmark, acumulando retorno de 6,06%. No mês, fizemos apenas a rolagem das opções de compra de Marathon Oil, aumentando o strike e o seu prazo de vencimento.

Universa Rider Blend entregou um retorno de -0,27% em junho, num cenário em que 80% do retorno do fundo derivou da rentabilidade positiva do Carteira Universa e 20% foi duramente impactado pelo mês negativo do Money Rider Hedge Fund. No ano, o fundo rende 4,57%, tendo sido impactado pela boa performance dos dois fundos.

Por outro lado, o Renda Extra, fundo inspirado no relatório Double Income teve uma rentabilidade de -0,34% em junho, sendo duramente impactado pelas expectativas relacionadas à reforma tributária, que afetaram de forma contundente a indústria de fundos imobiliários. No ano, o fundo rende -2,62%, e no mês não realizamos nenhuma alteração na carteira.

PRP fechou o mês de junho com resultado positivo de 1,07% e 4,60% no ano de 2021. Realizamos uma mudança muito importante no setor imobiliário da carteira, revisitando nossa entrada no ETF XFIX11 que acreditávamos de alguma forma seguir o índice IFIX e nos enganamos. Decidimos por sair da posição de XFIX11 e distribuir sua alocação nos FIIs que já estavam em carteira, VILG11, KNRI11, VISC11, HGRU11 e ALZR11.

Essencial Moderado sofreu uma queda de -0,33% no mês (4,21% no ano), impactado pelas alocações atreladas ao dólar, metais e criptoativos. A carteira sofreu uma mudança no último dia de junho, com alteração nos pesos dos fundos de metais, para inclusão do FoF Commodities no portfólio, fundo que combina uma alocação diversificada em teses como Agronegócio, Petróleo, Carbono e Urânio, além de metais.

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Ações

O fundo Oportunidades de Uma Vida teve mais um mês positivo, rendendo 4,19%, entregando um retorno 9 vezes maior do que o Ibovespa em junho. No ano o fundo rende incríveis 22,72% enquanto o índice rende 6,54%. Fizemos algumas mudanças no portfólio, em que encerramos nossas posições em Lojas Americanas e Sanepar, após a forte alta do mês passado, e aumentamos a nossa exposição às ações da Marisa e introduzimos as ações do Grupo GPS à carteira do fundo.

Microcap Alert continuou a sua recuperação em junho, rendendo 7,38%. No ano, o fundo rende 4,20% contra uma rentabilidade de 11,42% do índice Small Cap. Ainda estamos muito construtivos com as teses dos papéis e seguimos com um trading mais ativo, buscando beneficiar o fundo em movimentos bruscos de mercado, uma vez que a estratégia tem dado certo. Além do aumento nos trades, montamos uma nova posição nas ações do BR Partners.

MAB Plus teve um retorno de 1,60% em junho, superando o seu benchmark, o índice Ibovespa. No ano, o fundo rende 2,70%. No mês, grande parte da atribuição do resultado superior ao seu benchmark é decorrente das microcaps, que tiveram uma excelente performance em junho, ainda que precisem de maior tempo para a maturação de suas teses. Como, também estamos com uma estratégia de trading mais agressiva no MAB, o fundo se beneficiou dos movimentos do mercado. Ao todo, no mês realizamos cerca de 23 operações táticas, de reduções e aumentos nos percentuais de nossas alocações, que capturaram ganhos de curto prazo na carteira. Também fizemos a mesma mudança relativa à estratégia Plus na carteira, e quanto à estratégia MAB, não fizemos nenhuma mudança no mês.

Dividendos por sua vez, também foi impactado pela proposta de taxação de dividendos e teve um retorno de -1,44% em junho. No ano, o fundo acumula uma rentabilidade de -0,10%. Como a estratégia do fundo se baseia em investir em ações de empresas consolidadas e boas pagadoras de dividendos, não fizemos nenhuma alteração na composição de ativos e nem de seus respectivos pesos na carteira.

Mês positivo para o Special Situations, o fundo inspirado na publicação “Ações Exponenciais” da Empiricus. Como o próprio nome diz, são selecionadas ações com grandes potenciais de crescimento no longo prazo, devido às mudanças estruturais nas empresas. Assim ficamos sujeitos a grandes oscilações em alguns períodos de estresse de mercado. Fechando o mês de maio, nosso fundo teve alta de 1,62% e segue acumulado de 5,30% no ano.

Deep Value encerra o mês de junho positivo com retorno de 0,42% e um acumulado de 9,56% no ano, superando o Ibovespa com retorno de 6,54% no mesmo período. Fundo surgiu com objetivo de investimento em empresas de valor, buscando forte retorno da economia tradicional.

Já o Long Biased teve um mais um mês positivo, rendendo 1,60% e batendo tanto o CDI quanto o Ibovespa, e no ano acumula um resultado de 1,03%. O fundo tem alguns pilares como dinâmica e proteção, visto que parte dos seus recursos são alocados em caixa. Isso permite, uma proteção de capital nos momentos de baixa e a obtenção de lucros nos momentos de alta. Dada a dinâmica e complexidade do fundo, em junho fizemos 23 movimentações, com um destaque para o aumento da posição vendida em Índice Ibovespa. Considerando os aumentos, reduções, montagens e desmontagens de posições, chegamos ao último dia do mês com uma exposição líquida comprada em Bolsa de 71,6% o que representa uma redução de 13,3% em relação ao mês anterior.

MAM está em seu sétimo mês de vida. E o seu objetivo alocar dinheiro nas ações que consideramos como as melhores do mundo, vem sendo cumprido. No mês, o fundo cai –4,15%, duramente impactado pela variação cambial. No ano, o fundo entrega uma ótima rentabilidade de 6,80%. Como o fundo tem pouco tempo de vida, seguimos com o crescimento da quantidade de empresas na composição do portfólio, para aumentar a sua diversificação. Por isso, inserimos um novo papel à carteira, a Roku Inc, com o intuito de capturar oportunidades e aumentar a diversificação setorial. Além disso, fizemos uma redução de peso nas ações da Autodesk, que deu origem a um aumento de peso em nossa alocação em BP.

O fundo inspirado nas ideias de Warren Buffett, o WB90, também sofreu com a variação do câmbio, e rendeu –4,12%. No ano, o fundo está muito bem, rendendo incríveis 9,09%. O fundo inspirado nas ideias de investimento do oráculo de Omaha, não passou por nenhuma modificação, neste mês.

Franklin W-ESG fechou o mês de junho com retorno negativo de -0,87% e um acumulado de 11,56% no ano de 2021. Fundo criado com o viés de investimento em empresas com pelo menos três mulheres no Board, e que incorporaram à sua essência os critérios W-ESG (diversidade de gênero, questões ambientais, sociais e de governança.

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Temáticos

Tech Select, nosso primeiro fundo de tecnologia lançado ao mar, enfim parece navegar em águas calmas, tendo um mês positivo, rendendo 2,86%, apesar do câmbio. No ano, o fundo melhorou a sua performance e agora entrega um retorno de 6,80%. Seguimos aumentando o peso de nossa alocação nas FAANGs, dado o cenário inflacionário e risco de aumento de juros, pois entendemos que é as ações de tecnologia mais consolidadas, possuem menor risco neste cenário. No mês, fizemos algumas mudanças, inserindo ações da SmartSheet, Everbridge e Wix, ao nosso portfólio. As mudanças foram feitas a partir de reduções em papéis fora do espectro das FAANGs e representam um pequeno peso de nossa alocação.

O nosso terceiro fundo da família “tech”, o Tech Asia, rendeu –2,40% no mês, e acabou devolvendo a performance no ano, já que agora o fundo entrega um retorno de -0,32%. Dos nossos fundos de tecnologia, o Tech Asia é o fundo que passa pelo momento de maior volatilidade, pois tínhamos uma alocação relevante nas empresas chinesas, que sofrem uma pressão negativa das sanções impostas pelo governo chinês no curto prazo, mas que em nossa visão, esclarecem os riscos dos papéis e acabam com a incerteza que paira sobre as teses de investimento em empresas do país. No mês, não fizemos nenhuma alteração, já que havíamos reduzido a nossa exposição aos papéis da China e aumentamos o peso alocado em papéis de empresas do Japão, Taiwan, Singapura e Coreia.

Tech Games fecha o mês de junho negativo em –1,60% e conta com um acumulado de 2,33% no ano de 2021. O fundo é voltado para o investidor que acredita no potencial da indústria de games. Apesar de sua principal alocação ser voltada para grandes empresas desenvolvedoras de jogos, o fundo também conta com investimento em fornecedores de equipamentos, semi-condutores, plataformas de streaming, todos voltados para o mercado de games.

Tech Brasil, o nosso segundo fundo com o tema de tecnologia, teve um mês excelente, rendendo 7,42%. No ano o fundo acumula um retorno de incríveis 27,64%, mostrando a resiliência e qualidade de nosso stock picking e asset allocation, frente a um Ibovespa de 6,54%. No mês fizemos pequenas alterações nos pesos dos papéis, dado que tivemos posições com rendimentos exponenciais, como a Allied e Méliuz.

Moneybets, um fundo que investe em tecnologia de ponta, com algumas empresas focadas nos segmentos de robótica, 5G, sequenciamento de DNA, Blockchain, energia limpa, impressora 3D, mobilidade autônoma, teve um mês positivo, rendendo 3,45% mesmo com a desvalorização do dólar. O fundo se recuperou no ano e rende 4,54%. Não tivemos mudanças em nosso portfólio.

Por último, o FoF Tech, carteira que combina todas as teses tech, encerrou o mês de junho ele com uma alta de 1,53% e o semestre com 7,60% de retorno.

Canabidiol, por sua vez, segue sofrendo um forte movimento de correção, e para piorar, o dólar também contribuiu negativamente com a performance do fundo, já que no mês de junho o retorno foi de -6,35%. No ano, o fundo segue positivo, rendendo 12,31%. Seguimos muito otimistas com as expectativas de legalização da cannabis nos EUA, e acreditamos que as empresas canadenses irão enfrentar certa dificuldade para entrar no mercado americano. Como no mês passado havíamos ajustado o posicionamento do fundo, não fizemos nenhuma mudança na carteira.

Por sua vez, o Canabidiol Light, que se transformou no Cannabis Ativo teve a sua composição de carteira alterada no dia 21/05, e rendeu –4,79% em seu primeiro mês 100% exposto ao setor canábico. No ano, o fundo rende 3,95%, porém devemos lembrar que antes do dia 21/05 o fundo mantinha 80% de alocação em LFTs. Atualmente o fundo está com uma alocação de 80% em dois ETFs do setor e 20% investidos no fundo CBD, com 100% de exposição cambial e disponível para o público geral.

Mês de junho marcado por fortes quedas para nosso fundo de Criptomoedas, principalmente em nossa alocação nos token defi. Novamente o governo Chines interferiu na mineração dos criptoativos o que resultou em realizações constantes nas moedas. Assim o fundo Criptomoedas também recuou 19,00% e acumula um rendimento positivo de 21,27% em 2021. Esse mês fizemos diversas mudanças co objetivo de nos proteger das fortes quedas., diminuímos nossa alocação em Bitcoin para mantermos em token atrelados ao Dólar. Volto a lembrar que o BTC ainda representa a parcela dominante na composição da carteira, mas que dinamicamente também é turbinada com diferentes Altcoins, tais como Ethereum (ETH) e Chainlink (LINK).

Já Cripto Metals Blend teve um mês negativo, com retorno de -12,20% e um acumulado de 2,66% no ano. O fundo conta alocação nas Criptomoedas que representa 20% de sua alocação, e com 80% diversificado em metais como Ouro, Prata, Urânio e Cobre, que também tiveram um mês negativo.

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Indexados

Vitreo Selic é o fundo ideal para reserva de emergência. Sempre com objetivo de trazer resultados acima do CDI por meio da diversificação da alocação em títulos públicos. Em junho decidimos ficar mais exposto aos papéis de longo prazo nos trazendo um retorno positivo perante o índice. O fundo fechou o mês 114% do CDI.

Mês negativo para a moeda americana, tivemos uma queda significante para o Vitreo Dólar. Com a flexibilização da abertura do comercio e uma possível retomada brasileira, o fundo teve um retorno -4,47% no mês e segue um acumulado no ano de -3,52% positivo.

Vitreo Moedas Life, por sua vez, é um fundo que aposta na valorização da Libra, Iene, Franco-suíço e Euro frente ao Real. Como o Real se valorizou ainda mais frente às moedas mais fortes da economia mundial, o fundo rendeu -7,05% em junho. No ano, o fundo entrega um retorno de -7,61%.

A performance do Vitreo Ouro, também foi afetada pelo dólar, e em junho o fundo rendeu -11,10%. O fundo que havia ficado com a rentabilidade anual positiva no mês passado, devolveu os rendimentos novamente e no ano rende -10,68%. Neste momento em que o ouro se desvaloriza fortemente, ele segue sendo uma das mais importantes classes de ativos para proteger um portfólio com posições em bolsa, dando tranquilidade para se navegar pelas águas turbulentas do Brasil.

O fundo Vitreo Prata, assim como o ouro, também sofreu com o recuo do câmbio e principalmente o forte avanço das bolsas globais incentivando o investidor a migrar para renda variável, assim entregou um resultado negativo no mês de junho de –10,89%. Em momentos de incertezas de mercado, o fundo pode exercer uma importante função de proteção e evitar grandes perdas de capital. O fundo conta com resultado negativo de -6,30% no ano de 2021.

Vitreo Inflação, fundo que concentra seus investimentos nas NTN-Bs, fechou positivo em 1,12% no mês de junho. E aparece com um acumulado negativo de -3,05% em 2021.

A família dos fundos de Bonds chegaram ao fim do mês de junho. O Bonds USD fechou o mês com resultado de -3,48% com impulso negativo da moeda nesse período. E conta com um retorno anual de -2,40%.

Exponencial (fundo que investe somente nas ações da XP Inc.) teve uma performance de 4,66% no mês. No ano, o fundo entrega uma rentabilidade de 5,39%. Já versão para investidores em geral, o Exponencial Light, rendeu 1,10% em junho, e no ano já acumula 3,27%.

AWP, veículo constituído em parceria com Itajubá e Gama Investimentos e que investe em cotas do fundo AllWeather Portfolio, o fundo do Ray Dalio da Bridgewater Associates, fechou o mês com recuo de -3,68%. Conta com um acumulado de 1,71% em 2021.

RBR RE Global fundo em parceria com a gestora RBR, é o primeiro fundo de REITs do Brasil oferecendo ao investidor a oportunidade de aplicar no setor imobiliário americano. O Fundo fechou o mês de junho com retorno de 3,32% e conta com retorno de 21,17% no ano de 2021.

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As informações apresentadas são de caráter meramente informativo, não constituindo e nem devendo ser interpretadas como análise, oferta ou recomendação de qualquer investimento, ou sugestão por parte da Vitreo. Os ativos apresentados podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base nas suas característica e objetivos pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. Recomendamos que você conheça as características e riscos dos ativos e mercados antes de investir. Lembrando que retornos passados não garantem retornos futuros e não há nenhuma garantia de retorno. As rentabilidades apresentadas não são líquidas de impostos. A aplicação em fundos de investimento não conta com a garantia do FGC, de qualquer mecanismo de seguros ou dos prestadores de serviço do fundo. Para consultar informações e riscos do seu investimento, acesse www.empiricusinvestimentos.com.br.

Um abraço,

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